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Design Funcional

Imagem Ilustrativa - canivete para várias funções

Uma questão que circula atualmente entre os profissionais da área de design, principalmente no exterior é sobre uma disputa iniciada há alguns meses durante um debate. A questão que move montanhas por lá é: "Design é para ser bonito ou para funcionar?"

O grande problema é que há duas grandes vertentes de profissionais, deixando toda a discussão empatada. Não há uma estatística exata, mas poderíamos chutar que pelo menos 40% acredita em um lado ou no outro, enquanto os outros 20% optam pela escolha imparcial "dependendo da situação, um ou o outro".

Uma das grandes armas dos defensores do design funcional são exemplos de sites feios porém bem-sucedidos pelas suas funcionalidades, como o Google por exemplo. Isso nos leva a pelo menos pensar sobre design e sobre os objetivos de nosso site ao fazer um.

Design não é sobre desenhar, é sobre comunicar. A missão primordial de um designer é passar uma mensagem ou significado através de seu trabalho, seja ele uma interface de usuário ou uma tela de pintura. Se temos que passar uma mensagem, o passo principal é saber que mensagem vamos passar, depois como.

Tomando o próprio Google como exemplo, ele não precisa ser bonito, ele precisa ser fácil, prático, leve, vazio e precisa acima de tudo, funcionar. O resto é irrelevante para eles. Isso porque eles têm um objetivo e cumpriram com esse objetivo. Qualquer esforço acima disso seria desperdício de recursos.

Porém outros sites precisam passar outras mensagens, sendo assim precisamos utilizar de cores e formas diferentes, que prendam a atenção do usuário ou que facilitem seu acesso ao conteúdo e a navegação. A isso chamamos de usabilidade. Não há um padrão correto para usabilidade. Cada site vai ter o seu próprio método, pois alcançará público através de diferentes meios.

Por isso cada vez mais, nós profissionais devemos conhecer nossos clientes, nos aprofundar em seus objetivos e necessidades, para assim transferir não só o pensamento dele para a tela, mas também transferir as telas para os pensamentos do usuário, fazer com que eles entendam o que o dono ou os funcionários da empresa pensam ao trabalharem e fazer com que os trabalhadores da empresa conheçam o seu cliente.

Esta é a verdadeira interação com o usuário, quando nada precisa ser dito ou escrito, basta ver para entender.

Por Douglas d'Aquino