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Entendendo a Usabilidade

imagem apenas para efeito estético na páginaJá estamos em 2007. Já passamos pelas maiores transformações que a internet já viu. Já construimos e utilizamos tecnologias nunca antes imaginadas. Mas ainda assim, muitos desenvolvedores esquecem o principal de seus projetos: o usuário.

A equipe de desenvolvimento (e isso inclui designers, diagramadores, programadores, analistas e até mesmo DBA's) tem como missão fornecer produtos (softwares) que permitam ao usuário manter o controle sobre ações executadas do sistema com facilidade. Isso significa, por exemplo, atualizar um site com alguns cliques, ao invés de entrar no código html e escrever os dados à mão.

Ou seja, a cada dia que passa o usuário precisa de menos conhecimento técnico para utilizar os programas desenvolvidos. Isso é uma tendência inevitável e programas que respeitam este valor conquistam cada vez mais mercado.

O mesmo acontece com sites. Padrões de usabilidade evoluem a cada dia e fica cada vez mais fácil utilizar a internet. Deveria ser assim, pelo menos, mas muitos designers e desenvolvedores ainda não acordaram para este fator.

A usabilidade de um site, é claro, é diferente da usabilidade de um aplicativo. No aplicativo você deve executar tarefas com menor esforço para que ele se prove mais "usável", afinal o objetivo dele é justamente executar tarefas. Em um site, cujo objetivo é informar e interagir, a usabilidade deve ser medida pela facilidade de encontrar a informação e interagir com ela.

Existem ainda sites que não levam isso em conta. Sites onde você entra e não sabe o que a empresa faz em 30 segundos de visualização. É um princípio básico: deve estar explícito o foco da empresa. Não necessariamente todas as atividades dela, mas pelo menos o foco principal.

Outro princípio pouco levado em consideração: existem sites onde se leva um minuto para se encontrar uma informação específica, algo completamente inconcebível. O site precisa ter uma estrutura de navegação que interaja com usuários de três tipos:

1) aquele que sabe porque está ali e sabe como chegar ao seu objetivo;
2) aquele que sabe porque está ali e não sabe como chegar ao seu objetivo;
3) aquele que está ali sem motivo em especial;

1. Sei o que quero e sei como chegar lá.

Este usuário é o menos preocupante, afinal de contas ele já navegou em seu site e está habituado a chegar nas informações necessárias. Porém, ainda devemos dar atenção a ele. Com dados de análise vindos de um programa como o Google Analytics, um consultor web poderia saber quais são as páginas mais visitadas pelos visitantes fiéis (que retornam ao site com frequência) e assim criar atalhos para as páginas mais acessadas, facilitando a vida do usuário número 1.

2. Sei o que quero mas não sei como chegar lá.

Este tipo de usuário é o que compõe o seu público majoritário (em quase todos os casos). Por sua vez, este também é o mais exigente. Isso porque ele acessa o seu site já pensando em obter uma informação específica e, caso não a encontre com rapidez, as suas chances de sair do site são muito maiores. Para evitar isso, a navegação do site deve ser simples e objetiva, assim como o seu conteúdo. Uma análise de palavras-chave pode ser feita com o intuito de fazer o seu site ser encontrado com mais facilidade. Assim, o usuário que pesquisasse no Google, MSN, Cadê, Yahoo! ou outras ferramentas de pesquisa poderia encontrar diretamente a página que contém a informação requisitada e não apenas a página inicial (para depois ter que encontrar sozinho a informação). Outro fator que ajuda bastante nessa hora é uma singela barra de pesquisa em seu próprio site.

3. Não sei porque estou aqui.

Poucos usuários possuem este perfil, mas muita gente ainda navega na internet à toa e pode acabar encontrando o seu site. Logicamente não queremos nos desfazer deste valioso usuário que é justamente aquele que, caso goste, passará o seu link para amigos, vizinhos e parentes falando orgulhosamente "achei esta maravilha por um acaso". Mas para que isso aconteça, ele precisa saber o que sua empresa faz e como saber mais sobre isso. Em segundo lugar, o mais difícil: isso precisa interessá-lo. Nem sempre será possível atingir o segundo objetivo, já que nem sempre a pessoa está interessada em seus produtos no momento. O terceiro fator é o que mais fará diferença para ele, independente se ele está interessado no produto ou não. Seu site precisa ter um diferencial. Seu site precisa fazer algo diferente. Precisa ter talvez artigos, que possam ajudar as pessoas, ter uma ferramenta que elas possam utilizar, ter uma forma de entretenimento ou ser visualmente chamativo. Essas características (não necessariamente todas ao mesmo tempo) farão com que o site seja gravado na memória deste usuário e permita que o mesmo fale dele para seus amigos, vizinhos e parentes.

Portanto, sempre pense na usabilidade... usabilidade é cuidar de seu usuário. É abrir a porta para ele quando ele vem a sua porta. É apertar a sua mão quando ele entra na sala. Usabilidade também é acompanhar seu cliente até a porta quando ele for embora. Existem centenas de formas de fazer tudo isso (as expressadas aqui foram só algumas delas), mas o importante é sempre lembrar-se de como você se sente quando está no lugar dele.

Por Douglas d'Aquino